A Secretaria de Estado da Fazenda de Sergipe (SEFAZ-SE) enfrentava um desafio estrutural comum a diversos entes federativos brasileiros: a ausência de um modelo de gestão de custos públicos capaz de mensurar, com precisão, quanto cada unidade e programa de governo efetivamente consome de recursos públicos.
Sem essa visibilidade, a gestão fiscal do Estado ficava limitada a uma lógica orçamentária tradicional, focada em autorização e execução de despesa, mas carente de instrumentos que permitissem:
Essa lacuna não era apenas um problema de eficiência administrativa — representava também uma exigência legal não plenamente atendida. A implantação de sistemática de custos está prevista na Lei Federal nº 4.320/1964, na Lei Complementar Federal nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal) e, mais recentemente, foi reforçada pelo Decreto Federal nº 10.540/2020, que trata do Sistema de Custos do Governo Federal e serve de referência para os entes subnacionais.
Diante da complexidade técnica do tema e da necessidade de know-how especializado a SEFAZ-SE optou por estruturar a contratação de nosso diretor executivo, Flávio Luís de Souza Lima, via BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] com recursos do Profisco II, justamente por reconhecer que o escopo pleno da solução só poderia ser definido em conjunto com um especialista externo, ao longo do próprio processo de diagnóstico.
A resposta a esse desafio foi estruturada com escopo evolutivo e entregas encadeadas, sob orientação técnica da Área de Negócio da SEFAZ-SE e acompanhamento da Unidade de Coordenação do Projeto (UCP) do PROFISCO II/SE.
Metodologia adotada: Custeio por Absorção
A metodologia de referência para o modelo de gestão de custos públicos foi o Custeio por Absorção, abordagem que permite alocar de forma integral os custos indiretos às unidades e atividades governamentais, gerando uma visão completa do custo de cada ação de governo. Essa escolha metodológica é particularmente aderente ao setor público, pois:
Fases de execução
O projeto foi estruturado em etapas sequenciais e cumulativas: